Passos Coelho explica que não foi de férias, mas sim produzir riqueza interna
Passos Coelho explicou esta Terça-feira que nunca mentiu aos portugueses nem aos deputados quando disse “não façam planos para férias”.

Enquanto chupava um calipo de limão recostado numa espreguiçadeira laranja, Passos Coelho explicou o que realmente se passou depois de falar ao telefone com Vítor Gaspar (o ministro das Finanças): “O que acontece é que existe uma frase. Com as palavras: Não. Façam. Planos. Para. Férias.” E no meio destas palavras existem outras que foram cortadas. Ou seja, o que realmente eu disse foi: NÃO FAÇAM PLANOS para gastar pouco dinheiro, pois temos de produzir riqueza interna PARA que o país melhore nestas FÉRIAS.”
O Primeiro-Ministro negou as acusações que lhe fazem (de ter ido de férias) dizendo que “Não estou aqui a descansar. Ainda não parei. Ainda esta manhã comprei um bongo de tutti-frutti e criei riqueza naquela mercearia. Ainda hoje ao almoço comi um grande choco-frito que por acaso estava excepcional – mas ca’ granda choco! – e criei riqueza no restaurante. Ainda hoje não parei de criar riqueza. E não tarda vou ali ao WC criar riqueza para a senhora da limpeza.”
Passos Coelho concordou então que os deputados tinham feito a melhor escolha ao juntarem-se a ele “não numas férias, em coisas para passar boa vida e descansar, mas, juntaram-se sim nesta cruzada pela criação de riqueza pelo país fora. Ainda à pouco um deputado me telefonou a dizer que tinha comido um grande café com leite na zona do porto e fico feliz por estar a criar riqueza em mais uma casa de… numa pastelaria.”
